Woddy Allen's: Vicky Cristina Barcelona

Segundo a opinião deste crítico amador, Vicky Cristina Barcelona é um dos melhores filmes de Woody Allen dos últimos tempos.
Um filme sensível, quiçá artístico. Uma crítica à sociedade americana e uma apreciação do amor livre e da cultura européia. Realista e belo, foge dos tradicionalismos e apresenta uma história romântica e inspiradora, sem um final feliz. Um relato moderno da vida e das vidas no século XXI.
Duas turistas americanas decidem passar dois meses em Barcelona e encontram um poeta e pintor em uma galeria de arte. Desquitado, havia tido problemas graves com a ex-mulher. Cristina (Scarlett Johansson) desde o início está interessada no rapaz, enquanto Vicky (Rebecca Hall) o pensa um pervertido e folgado. Ainda assim, aceitam a proposta do rapaz em passar um fim de semana em Oviedo para talvez fazerem amor. Mas quando Cristina passa mal é com Vicky que o rapaz sai; ela acaba sendo seduzida pela poesia presente na alma de Juan Antonio (Javier Bardem) e eles fazem amor. Mas ela está noiva e não quer acabar com seu casamento. Vicky é careta, enquadrada nos pensamentos mesquinhos da sociedade americana moderna e se sente perdida quando se apaixona pelo pintor. Mas ele não quer incomodá-la -- de fato, eles têm personalidades assim tão diferentes -- e nos dias que se seguem Juan Antonio convida é Cristina para sair; e é com ela que um romance gostoso se desenvolve. Rapidamente a personagem vivida por Johansson muda-se para a casa de Juan. As coisas vão bem até o dia em que a ex-mulher de Juan volta à cena. Havia chegado de Madri e tentara se matar. O pintor vai buscá-la no hospital e chega com ela em casa. Cristina se horroriza com a idéia de que os três precisarão viver juntos. Maria Elena (Penelope Cruz) não tem onde morar, mas é linda, inteligente e interessante -- apesar de não estar assim tão interessada em ter que falar inglês em sua própria casa. Criativa, foi ela quem inventou o estilo de pintura que Juan Antonio utiliza, ela toca piano, é linda e entende de fotografia. Depois de um início conturbado, rapidamente os três começam a se dar bem: Cristina era a peça que faltava para a harmonia entre Juan Antonio e Maria Elena. Um triângulo se dá e o amor livre impera, todos se amam naquela casa e tudo corre às mil maravilhas. A vida agradável que vivem chega a dar inveja ao público do outro lado do telão. Enquanto isso, Vicky tem dúvidas se quer mesmo casar com seu marido-padrão americano. Uma crítica forte à sociedade americana vem à tona: conversas vazias e estúpidas estão presentes quando os americanos são mostrados. Enquanto isso, Maria Elena monta um estúdio de fotografia para Cristina. Saem por toda a cidade tirando fotos e se amam no estúdio. A vida segue assim até que está para chegar o dia em que as turistas americanas devem voltar para suas casas: é o fim do verão em Barcelona. Cristina dá o anúncio: precisa ir embora. Maria Elena se desespera: será que ela não vê o quanto eles se amam naquela casa? O quanto a amam? Como ela pode querer partir? Da platéia, não consigo discordar da personagem de Penélope Cruz. Mas a americana está decidida: vai embora. Diz que esta não é sua vida e que precisa voltar. Decide passar uns dias na França antes de partir e se vai. Sem a peça-chave que os complementava, Maria Elena e Juan Antonio voltam a se desentender e separam-se em poucos dias. Vicky ainda está apaixonada pelo pintor e tenta um último encontro antes de voltar à América. O encontro se dá, mas Maria Elena chega com uma arma em punho e frustra o amor dos dois. Enfim, Vicky decide ficar com seu estúpido marido-padrão americano e a última cena do filme mostra as duas americanas no aeroporto voltando para casa. Cristina não sabe o que quer, mas sabe bem o que não quer. Dá vontade de dizer à Americana para ficar. Mas ela se vai: o filme representa bem a vida real.
Marcadores: cinema, woody Allen


6 Comments:
Gostei muito do filme tb. O vi ontem aqui em bh. Coloquei la blog novo (http://obarseular.wordpress.com )um ensaio mais sujetivo. Acho interessante a coisa do mestrado em identidade catala, como uma coisa assim, sem muito chao. uma critca tb as ciencias humanas, pelo menos foi o que achei.
so achei seu texto muito resumao, faltou suas impressoes, ficou muito vicky e pouco juan antonio...
É por aí mesmo, quis fazer um tipo de crítica cinematográfica careta. Eu poderia escrever uma poesia sobre o filme, mas aí não caberia neste blogue.
A propósito, achei seu ensaio "sujetivo" do barseular um tanto quanto pedante e chato. :P
Acho que minhas impressões ficaram claras na primeira parte do texto que vai em itálico. Enfim, sei lá.
[]s!
É, Fael... Se bem que li de novo e achei meu relato bem quadradão mesmo. Lembro que comecei a escrever umas aleatoriedades sobre o filme e o esquema tava virando tipo uma crônica, ao invés de um relato ou crítica. Daí apaguei... talvez teria sido melhor deixar daquele jeito mesmo.
[]s!
hehehe..
É, eu achei bem quadrado mesmo, e (se é pra espetar..)um tanto obvio... "Uma crítica à sociedade americana e uma apreciação do amor livre e da cultura européia. "
O meu problema com esse tipo de relato, é que em geral existem milhoes + 1 pessoa fazendo isso melhor do que a gente. "Resenhas objetivas".
Alem do quê acho chato, se ater aos fatos, explicar e narrar o filme.. Por isso nem tento. Pra mim no blog Filmes, musicas e afins são só despertadores pra outra coisa.
Inclusive vc entra em contradição com o titulo do blog, pq nao me parecem pensamentos fugazes, mas resenhas objetivas, como uma indicação de leitura, filme ou algo q o valha..
Bom, não acho que a frase que vc diz seja assim tão óbvia. Por que seria? Outro dia tava discutindo este filme com uma garota que não teve esta idéia da frase sobre o filme (amor livre, crítica à sociedade americana). Não acho que seja óbvio. Talvez para mim e para vc seja óbvio sim, mas não para todos.
Quem são as milhões+1 pessoa que fazem crítica-careta melhor que a gente? Por que vc considera que o deles é melhor que o meu/nosso? Qual o critério vc escolhe pra dizer isso? (Critério objetivo, por favor... não venha me dizer que "se eles são pagos pra fazer isso, logo fazem melhor".)
Vc também está sempre tentando justificar o que escreve ao dar valor a isso em detrimento a outras coisas. Vc escreve o que escreve pq isso que te sai facilmente, não pq vc *conscientemente* decidiu escrever desse jeito. Não me venha com desculpas ou pseudo-explicações racionais. Não acredito nelas. Vc simplesmente escreve o que é mais fácil pra vc escrever. A propósito, seu blogue deveria chamar "amo a gabriela" antes de mais nada. Tá virando declaração de amor ao invés de relatos aleatórios sobre qualquer coisa. Espero que pelo menos sejam declarações sinceras e não venham de algum tipo de obrigação-moral para tanto -- só pq vc sabe que ela lê.
Concordo com relação ao nome do meu blogue. Mas o nome "pensamentos fugazes" é um fator histórico e ele começou tendo realmente postagens que eram pensamentos fugazes. Só que agora o blogue evoluiu (não no sentido de melhorar, mas no sentido de modificar) e tornou-se uma coisa diferente do que era. Eu acho saudável a mudança, acho que o blogue amadureceu... embora realmente o nome tenha ficado inapropriado. Tava pensando em alguma coisa como "opiniões culturais" ou "pseudo-intelecto-críticas culturais" ou qualquer outra coisa parecida. O problema é que eu escrevo muita coisa e precisaria de alguém para apostar no que eu escrevo e querer organizar essas paradas de uma forma inteligente. Eu mesmo não tenho saco pra fazer isso e prefiro continuar divagando num trabalho criativo (e gastar meu tempo escrevendo coisas novas) do que "perder tempo" arrumando o passado. Um dia ainda contratarei alguém pra fazer isso.
É claro que os filmes e músicas e livros são apenas despertadores de outras coisas. Não acho que meu relato esteja assim também 100% careta. No mínimo eu tô falando que a Cristina foi muito boba de ter ido embora, mas que ainda assim isso ficou bonito no filme. Por outro lado tbm, acho que o filme é tão bom que nem precisa de nenhuma ajuda minha ao levantar a bola dele... vc pode considerar esta postagem como uma propaganda do filme, se quiser. Ela levou talvez vc a assisti-lo e pode ser que tenha levado mais uma ou outra pessoa a fazê-lo. Há obras que são tão boas que vc não precisa excedê-las ou "tirar leite de pedra" a partir delas... basta divulgá-las. Essa é também a idéia. Não quis transcender Allen nesta crítica, quis apenas reverenciá-lo e divulgá-lo. Pra mim, isso basta.
E voilà: eis que falei muito mas falei tudo. (Eu acho.) []s!
Enfim, vc viajou no quesito Gabriela, pq se vc escrutinizar meus textos nos ultimos 3 anos, q é o tempo q estamos juntos, ela deve ter aparecido umas 3 vezes, e olhe la.
nesse blogue inclusive é a unica postagem q falo dela.
não é verdade q escrevo o q escrevo, princioppalmente nesse texto pq, é mais facil pra mim simplesmente. Esse texto mesmo comecei como vc explicando o filme e tal), mas depois vi q nao concordo com isso, acho chato e só. E por mais q o texto seja subjetivo ele não é um delirio autista, parte dele volta para o filme. O filme nao e uma desculpa pra falar de mim ou gabriela, eu e ela nos inserimos a partir do filme. E inclusive o texto e muito mais sobre a vicky do q gabriela.
Acho q as pessoas q escrevem resenhas e criticas normais sobre filmes e livros fazem melhor, pq sao mais treinadas na linguagem jornalisticas, mais linear, sabem mais analisar um filme. É a profissao delas, sao treinadas pra isso, e nao porque recebem pra isso. Seria como eu querere analisar uma sequencia genetica melhor do q vc.
Enfim, acredito q escrevem melhor do q eu...O q gosto de mim mesmo sao alguns insights, como pensar a Vicky como uma mineira... Menos a forma e mais o conteúdo. (Inclusive nao acho esse texto nenhhuma maravilha nao...)
O que quero dizer é q a unica coisa q pra mim faz sentido sao essas coisas q me tocam mais, e a possibilidade de falar disso.. como a ideia das mulheres com muitas caras...
Nem acho q seu texto seja uma propaganda do filme, nao mesmo. acho interessante vc ser mais tocado pela cristina por exemplo, q achei super inssossa e sem graca.
A parada da frase obvia, é verdade nem é tao obvia assim...a parada da critica americana acho muito obvia, inclusive pq atualmente se vê critica a sociedade americana em qualquer filme, e ainda mais nesse.
Quanto ao amor livre, nao concordo com vc, nao acho isso um tema importante no filme. Inclusive pq se lembrar bem do filme, o juan antonio do inicio do filme nao é o mesmo do final, muito preocupado em cuidar de maria elena.. muito diferente do galã q chega propondo um sexozinho a tres.
Quanto ao titulo do blog, acho q antes, como pensamentos fugazes mesmo, acho mais interesante. Mas é bacana um guia de filmes e livros. So acho q pode ficar chato...(como qualquer blog é bem verdade) mas ai o problema e seu...
acho q ficou maior q o seu. Tb acredito ter falado tudo.
Postar um comentário
<< Home